Saturday, March 18, 2006

Engenharia genética apoia agricultores

Instituto de Biologia Molecular estuda a clonagem de plantas para melhor produção e melhor ambiente.
Teresa Nicolau

O Instituto de Biologia Molecular e Celular (IBMC) da Universidade do Porto tem vindo a desenvolver investigação na perspectiva de, a médio prazo, conhecer resultados que permitam combater as pragas que atacam as plantas, recuperar algumas espécies da flora em extinção, multiplicar a produção agrícola para acompanhar o crescimento da população, aumentar a produtividade de terrenos pouco férteis, bem como encontrar plantas com potenciais energéticos idênticos ao do petróleo.

Data:23-10-1998

Retirado de: www.jn.pt

Teremos o direito de alterar a natureza?

Esta pergunta é feita demasiadas vezes pois o homem é o principal organismo perturbador do meio natural. Não basta já a poluição que é produzida em enormes quantidades e que a natureza não consegue decompor, agora estamos a modifica-la à nossa imagem.
Cortamos o DNA em seguementos e colocamos em organismos para produzirem como fossem máquinas de reprodução e como se isso não basta criamos animais ao nosso ao nosso deleite imaginativo.
Já nos consideramos DEUSES e senhores de tudo e se algo não corre como o planeado, o Deus, o corta aqui e cola ali. Será que o céu é o limite?
Isso só o futuro o dirá.

Friday, March 17, 2006

As vantagens dos transgénicos

Numa altura em que os ambientalistas reforçam o combate ao uso de OGM, o cientista sublinha as suas vantagens.
«Actualmente, 30% das culturas em todo o Mundo perdem-se devido a doenças, pestes e ervas daninhas», mas a biotecnologia pode aumentar significativamente a produtividade, defende o investigador.
Os cientistas estão também a desenvolver experiências que podem revolucionar o combate às doenças: num futuro não muito distante, poderá dispensar algumas idas ao médico para ser vacinado e substituí-las pelo consumo de alguns alimentos que lhe permitirão ficar imune à doença.
Mas há mais vantagens: já estão concluídos os estudos de uma nova variedade de arroz que está geneticamente modificado para produzir betacaroteno, que permitirá colmatar as deficiências em vitamina A, uma carência muito comum em crianças asiáticas. O arroz dourado, como é conhecida esta variedade, assumiu uma dimensão tão grande que «há institutos públicos que se dedicam quase exclusivamente ao estudo da aplicação deste tipo de arroz na Ásia», explicou o bastonário.
Os transgénicos são muito contestados pelas organizações ambientalistas, mas o biólogo chama a atenção para os estudos que estão a criar plantas mais tolerantes à secura, permitindo, deste modo, combater o processo de desertificação.
Actualmente, Portugal proíbe a produção de transgénicos, mas não o seu consumo, situação que para Pedro Fevereiro só pode ser apelidada de «inconsistente». Segundo o cientista, o Governo apenas optou por esta atitude proibicionista «porque dava jeito mostrar que o Executivo estava a defender o ambiente».

Monday, March 13, 2006

Existem transgénicos à venda em Portugal?
Sim, existem vários nos nossos supermercados. Mas quais? Aqui se encontra a grande dificuldade existente actualmente, a falta de rotulagem. Apesar de obrigatória por lei desde 1998 para produtos com modificação genética superior a 1%, é largamente desrespeitada e ambígua, não esclarecendo os consumidores nem assegurando o seu direito à escolha.

Já existem plantações transgénicas em Portugal? Se sim, quantas, onde e o que produzem?
Sabe-se que já existem plantações de transgénicos em Portugal, tanto para fins comerciais (alimentação e rações de gado) como para testes. Mas o problema mais grave reside no facto de não existir fiscalização adequada para detecção de culturas transgénicas, sendo por isso impossível dizer qual a sua localização e a área que ocupam.

Saturday, February 25, 2006

Cientistas decifram causa genética da intolerância à lactose

Uma única mutação genética permite que as pessoas continuem a tolerar o leite depois da infância, o que se detecta tanto em descendentes de asiáticos, europeus e africanos, informaram pesquisadores no domingo, em um estudo publicado na revista "Nature Genetics".
A descoberta de uma pequena mudança no código genético pode permitir que os cientistas realizem um teste simples para a intolerância à lactose, um problema digestivo doloroso, e também oferecer formas de entender como alguns grupos de pessoas toleram o leite sem problemas.
As pessoas que possuem intolerância à lactose não podem ingerir grandes quantidades de lactose, o principal açúcar encontrado nos produtos derivados do leite.Se elas consumirem leite, queijo ou qualquer outro derivado, elas apresentam náuseas, inchaços, diarreia e gases. Entre 30 e 50 milhões de norte-americanos são intolerantes à lactose sendo 75% deles de origem africana e 90%, asiática.

Noticia retiradado site: www.correiodamanha.pt

O problema populacional

A espécie humana tem aumentando progressivamente, a um ritmo que hoje se estima superior a 200 000 novos habitantes por dia. Admite-se que a população do mundo, agora em cerca de 6 biliões, estabilize em 12 biliões pelo ano 2090. Não pode deixar de se considerar a necessidade de alimentar todas estas pessoas. Para que isso seja possível é necessário aumentar a produção de alimentos, com recurso a plantas que produzam mais, que sejam mais eficientes, que resistam a doenças e pragas e algumas que possam ser cultivadas em terrenos semi-áridos.

BIOTECNOLOGIA

O que é

  • A palavra biotecnologia é formada por três termos de origem grega:
    o bio: que quer dizer vida;
    o logos: que significa conhecimento, e
    o tecnos: que designa a utilização prática da ciência.
O termo biotecnologia foi empregado pela primeira vez em 1919, por um engenheiro agrícola da Hungria. Mas, num sentido amplo, a humanidade vem utilizando a biotecnologia desde a antiguidade. Desde cerca de 1800 a.C. a humanidade vem utilizando fermentações de leveduras para a fabricação de vinho, pão, queijo, etc. Subsequentemente, o homem tem ampliado as técnicas de manipulação dos seres vivos, promovendo um desenvolvimento significativo nas mais variadas áreas, como agricultura, medicina, indústria química etc. Com o conhecimento da estrutura do material genético, o X (ácido desoxirribonucleico), e o correspondente código genético, teve início, a partir dos anos 70, a biotecnologia como usualmente é considerada e que trata da transferência de genes entre espécies, resultando no caso dos vegetais, das plantas geneticamente modificadas, também denominadas transgénicas ou OGM (organismo geneticamente modificado). Assim, a biotecnologia é o ramo da ciência que pesquisa e promove a transferência de genes de uma espécie para outra, a fim de atribuir a esta última características naturais da primeira. A utilização da biotecnologia tem possibilitado o surgimento de produtos de ponta em todas as áreas: plantas geneticamente modificadas, vacinas, medicamentos, anticorpos, enzimas e hormonas.

Agricultura nos nossos dias

Agricultura e biotecnologia
Roberto Salema
É do conhecimento geral que a agricultura evoluiu profundamente desde os seus primórdios, acompanhando o desenvolvimento da civilização e os avanços da ciência. Neste contexto não se pode esquecer o valiosíssimo contributo dado pela genética (ciência que estuda a transmissão de caracteres) que levou à introdução de plantas com melhores características elevando os níveis de produção, naquilo que costuma ser designada por "revolução verde".Contudo a utilização de adubos e de fitofármacos, necessários às produções elevadas, não deixa de ter aspectos negativos, com poluição associada e elevados custos derivados de energias fósseis, não renováveis.

Noticia tirada do site: www.dn.pt